segunda-feira, 15 de maio de 2017

Como é possível sentir prazer na dor?


Crônicas do Mestre Sade

Para as pessoas que não são adeptas do BDSM pode parecer estranho e paradoxal uma pessoa que sente prazer na dor. Afinal, dor parece o oposto de prazer.
No entanto, uma pesquisa realizada por James Ambler, um estudante de pós-graduação em psicologia na Universidade Northern Illinois, nos Estados Unidos identificou que pessoas, após uma sessão de SM se sentiam tão relaxadas quanto como se tivessem feito meditação. Seus estudos foram feitos com SW (pessoas que são tanto submissos quanto dominadores) que tiravam nos dados a sorte de quem ia apanhar e quem ia bater. O benefício foi observado tanto em quem apanhava quanto em quem batia.
Ambler descobriu que o spanking despertava uma parte do cérebro chamada córtex pré-frontal dorsolateral, responsável pela sensação de bem-estar e relaxamento.
A explicação pode estar numa reação do organismo à dor: como forma de fazê-la suportável, o cérebro aciona regiões ligadas ao prazer e ao relaxamento. Além disso, sabe-se que o organismo libera endorfina no sangue quando a pessoa sente dor. A endorfina é um hormônio que causa prazer e pode ser conseguido com exercício físico ou com o consumo de chocolate, por exemplo (razão pela qual muitas pessoas são viciadas em exercício físico ou em chocolate).

Ou seja: ao perceber que existe dor, o organismo prepara a pessoa para resistir à dor, ligando partes do cérebro ligadas ao prazer e ao relaxamento e irrigando o sangue de endorfina. E vale lembrar que uma sessão de spanking é um exercício físico tanto para quem bate quanto para quem apanha. Claro que esse benefício só pode ser observado se houver confiança por parte da submissa – ela sabe que está nas mãos de alguém confiável, que provocará dor para seu prazer, mas não irá além do limite do consensual e do saudável. Dificilmente esses benefícios do prazer e de relaxamento poderão ser conseguidos se a pessoa estiver com medo (como ocorre num caso de abuso real).  (MestreSade)

Nenhum comentário:

Postar um comentário