quarta-feira, 24 de maio de 2017

Pés e BDSM


Crônicas do Mestre Sade

Se há uma parte do corpo que está intimamente relacionada ao BDSM é o pé. Os pés são uma fonte constante de fetiche e simbologias – e o BDSM vive tanto de um quanto de outro.
Para começo, a podolatria é um forte elemento de subjeção e humilhação. Colocar a submissa para beijar, lamber e adorar os pés de seu dono é uma forma de colocá-la em seu lugar. Afinal, o pé é a parte mais baixa do corpo de uma pessoa e, ao idolatrar o pés de seu dono, a sub se posiciona ao seu nível. Por isso se diz que uma escrava deve estar sempre aos pés do dono. É uma forma de demonstrar sua submissão, humildade e dedicação. Além disso, claro, os pés são repletos de terminações nervosas. Ao beijar e lamber os pés do dono, a escrava lhe dá prazer e dar prazer ao dono é a principal função de uma sub.
Por outro lado, há toda uma simbologia relacionada aos pés da própria sub.
Na época do Brasil colônia, uma das simbologias que separavam um escravo de um homem livre era o sapato. Era proibido aos escravos usarem qualquer tipo de sapato. Os pés nus do escravo eram o índice mais visível de sua condição social. Assim, os pés serviam, historicamente para distinguir donos de suas posses.
A mesma simbologia pode ser aplicada às relações BDSM. No meu entendimento, uma submissa nunca deve usar sapatos, sandálias ou algo semelhante. Deve sempre estar com os pés nus, demonstração visual de sua condição de propriedade e não de posse.
Por outro lado, grilhões são objetos que também estão associados à posse. Antigamente, um escravo não tinha escolha. Era acorrentado e tinha que servir a senhores dos quais não gostava. Hoje, as escravas estão acorrentadas por seu amor a seu dono. Elas lhes entregam suas vidas, seu prazer, sua dor, sua dedicação.

Por isso pés acorrentados são tão bonitos. São um símbolo máximo de entrega.(MestreSade)

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Como é possível sentir prazer na dor?


Crônicas do Mestre Sade

Para as pessoas que não são adeptas do BDSM pode parecer estranho e paradoxal uma pessoa que sente prazer na dor. Afinal, dor parece o oposto de prazer.
No entanto, uma pesquisa realizada por James Ambler, um estudante de pós-graduação em psicologia na Universidade Northern Illinois, nos Estados Unidos identificou que pessoas, após uma sessão de SM se sentiam tão relaxadas quanto como se tivessem feito meditação. Seus estudos foram feitos com SW (pessoas que são tanto submissos quanto dominadores) que tiravam nos dados a sorte de quem ia apanhar e quem ia bater. O benefício foi observado tanto em quem apanhava quanto em quem batia.
Ambler descobriu que o spanking despertava uma parte do cérebro chamada córtex pré-frontal dorsolateral, responsável pela sensação de bem-estar e relaxamento.
A explicação pode estar numa reação do organismo à dor: como forma de fazê-la suportável, o cérebro aciona regiões ligadas ao prazer e ao relaxamento. Além disso, sabe-se que o organismo libera endorfina no sangue quando a pessoa sente dor. A endorfina é um hormônio que causa prazer e pode ser conseguido com exercício físico ou com o consumo de chocolate, por exemplo (razão pela qual muitas pessoas são viciadas em exercício físico ou em chocolate).

Ou seja: ao perceber que existe dor, o organismo prepara a pessoa para resistir à dor, ligando partes do cérebro ligadas ao prazer e ao relaxamento e irrigando o sangue de endorfina. E vale lembrar que uma sessão de spanking é um exercício físico tanto para quem bate quanto para quem apanha. Claro que esse benefício só pode ser observado se houver confiança por parte da submissa – ela sabe que está nas mãos de alguém confiável, que provocará dor para seu prazer, mas não irá além do limite do consensual e do saudável. Dificilmente esses benefícios do prazer e de relaxamento poderão ser conseguidos se a pessoa estiver com medo (como ocorre num caso de abuso real).  (MestreSade)

domingo, 14 de maio de 2017

O clic e o fisting


Crônicas do Mestre Sade

Milo Manara é um dos mais importantes desenhistas eróticos da atualidade. Suas mulheres lingilíneas, lânguidas e insaciáveis povoam a imaginação de milhares, talvez milhões de leitores.
Esse talento surgiu em 1983, quando foi publicado o primeiro álbum O clic, na itália. O sucesso do álbum fez com que ele se tornasse uma celebridade instantânea nos quadrinhos eróticos.
O álbum contava a história da socialite Sra. Claudia Cristiani, uma mulher jovem e bonita, mas totalmente pudica, casada com um homem mais velho e conservador. Um cientista se apaixona por ela e, após sequestrá-la, implanta em seu cérebro um mecanismo, que, acionado por controle remoto, faz com que ela se torne sexualmente insaciável – a ponto de fazer sexo em locais públicos e com estranhos, por exemplo. Ao final do primeiro álbum, o cientista descobre que o controle não está mais funcionado, o que dá à história um aspecto ainda mais interessante: o de que na verdade o mecanismo só despertou algo que já existia na senhora Claudia.
Um aspecto interessante é que, na parte final do álbum, Claudia é submetida ao fisting anal (ato de introduzir o punho no ânus) e Manara parece ter gostado do resultado, tanto que essa é uma das práticas mais comuns do segundo álbum.

Como resultado do sucesso dos três álbuns, o fisting, uma prática até então pouco conhecida, chegou ao conhecimento do grande público. (MestreSade)

terça-feira, 9 de maio de 2017

Crepax, o desenhista do BDSM


Crônicas do Mestre Sade

Guido Crepax foi o autor responsável por transformar o quadrinho erótico em arte. Seu estilo cinematográfico, com cortes rápidos e closes foram revolucionários. Além disso, nunca antes um desenhista havia utilizado a roupa como elemento erótico de forma tão efetiva. A lingiere nunca foi tão sensual quanto nas histórias de Crepax.
Seu primeiro personagem foi um super-herói com poderes mentais chamado Neutron, surgido em 1965, na revista Linus (uma homenagem a série Peanuts), dirigida por alguns dos principais intelectuais italianos, entre eles Umberto Eco. Com o tempo, uma personagem secundária, Valentina, acabou se destacando e se tornou a protagonista. A personagem era baseada na esposa do desenhista , Elisa Crepax e na atriz norte-americana Louise Brooks. Magra, sensual, destacava-se pelo corte Chanel, com cabelos curtos e franja.
Valentina estava sempre tendo sonhos eróticos, a maioria deles envolvendo lesbianismo e sadomasoquismo.
Depois do sucesso de Valentina, Crepax passou a fazer adaptações literárias e quadrinizou alguns dos mais importantes livros do SM, entre eles A vênus das peles (de Sacher Masoch, cujo nome deu origem ao masoquismo),  Justine (do Marquês de sade, cujo nome deu origem ao sadismo) e A história de O, de Pauline Reage, praticamente a criadora do BDSM literário.

Seja apanhando ou empunhando chicotes, suas mulheres eram sempre belíssimas. Suas heroínas eram sempre magras e sensuais, enquanto os homens pareciam sempre disformes e sem atributos.  Crepax era, de fato, um apaixonado por mulheres (e, provavelmente, pelo BDSM, já que esse elemento está espalhado por toda sua obra). (MestreSade)

quarta-feira, 26 de abril de 2017

O casal






A história de O


Crônicas do Mestre Sade

História de O é um romance erótico publicado em 1954 e escrito por Pauline Reage (pseudônimo de Anne Cécile Desclos, jornalista, escritora e crítica literária francesa). Anne só se revelou em 1994, quando, em entrevista ao New York Times, explicou que escreveu o livro em resposta a Jean Paulhan, um admirador da obra do Marquês de Sade, que havia dito que uma mulher nunca conseguiria escrever literatura erótica.
Pauline (ou Anne) não só escreveu um bom livro erótico, como escreveu uma das obras mais importantes da literatura do século XX. Um dos grandes fãs da obra era o célebre jornalista brasileiro Paulo Francis, que o considerava um dos melhores romances de todos os tempos.
O livro conta de uma mulher independente que se submete à dominação de seu amado, Renné, sendo levada a um castelo, onde será treinada para se transformar em uma escrava. Após seu treinamento ela é emprestada para um outro homem, Sir Stephen, e acaba se apaixonando por ele ao perceber que ele é ainda mais dominador que Renné, e passa por um adestramento ainda mais rigoroso.
A obra se destaca por uma linguagem elaborada, que nunca resvala na vulgaridade, e na análise psicológica profunda de seus personagens. Percebemos, por exemplo, que Sir Stephen tem uma relação de dominação com relação a seu pupilo, Renné. Além disso, embora seja submissa, O é retratada como uma mulher forte, de personalidade, que adentra no BDSM por livre e espontânea vontade e por sentir prazer nesse mundo. No filme francês de 1975 (dirigido por Just Jaeckin) é célebre a cena em que, ao perceber que um rapaz do círculo de amizade de Sir Stephen se apaixonou por ela e pretende tirá-la do mundo BDSM, O pede que a empregada da casa a açoite, nua, para que ele veja e perceba que ela jamais irá voltar ao mundo baunilha.
A história de O é uma quebra com os romances do Marquês de Sade ao introduzir o conceito de consensualidade. Nas obras de Sade, os submissos e submissas eram sempre obrigados a isso, eram sempre sequestrados, presos e submetidos a uma vida de escravidão. O, ao contrário, entra nessa vida por livre iniciativa. Ela faz isso porque sente prazer nisso. Aliás, isso é muito bem demarcado durante toda a obra. Sempre lhe é explicado o que vão fazer com ela e sempre é da a opção de desistir. Mas O continua em frente porque é isso que ela quer.
Nesse sentido, A história de O é obra fundadora do BDSM e de seu princípio básico, o da consensualidade. Há ali, inclusive, a ideia de safe, de que a submissa pode, a qualquer momento, terminar a cena e voltar para o mundo baunilha.

A influência da obra foi tão grande sobre o mundo BDSM que durante décadas as cores vermelha e preta, muito presentes na obra, formaram uma espécie de simbologia cromática do meio – com praticantes usando roupas dessa cor e locais de prática sendo decorados com vermelho e preto. (MestreSade)

Carnaval e BDSM: fantasias

Crônicas do Mestre Sade

Mesmo para quem não é praticante de BDSM, há várias práticas que podem ser adaptadas para um casal que deseja apimentar a relação.
O bdsm é um jogo de representação em que predominam fantasias e os integrantes exercem papéis. Abaixo relacionarei alguns tipos de jogos que podem ser feitos até mesmo por casais que não são praticantes de BDSM e queiram aproveitar o período carnavalesco para apimentar a relação. A maioria dos acessórios desses jogos podem ser encontrados em sex shops ou lojas de fantasias.

Ageplay
Ageplay é um jogo de idades em que os integrantes representam papéis diferentes daqueles que exercem normalmente. Dentre as várias possibilidades, a mais comum é aquela em que o dominador exerce o papel de Daddy e a submissa de Lolita. Outra variação é professor-aluna. 
A fantasia aqui é principalmente feminina: roupa de colegial, pirulitos grandes e coloridos, chupetas. Roupas e assessórios podem ser facilmente encontráveis em sex shops e lojas de fantasias.
O jogo consiste em a mulher fazer o papel de menina pirracenta, aluna mal-comportada, ou simplesmente de uma garota brincalhona.
 O homem pode colocar no colo, dar alguns tapinhas na bunda para ensiná-la a se comportar e depois ensinar-lhe algumas coisas sobre sexo. Ou pode comprar um livro de colorir e bolinar sua menina enquanto ela enche as páginas de cores.
A variedade é grande e só depende da imaginação dos participantes. Importante: esse é um jogo entre adultos, em que uma mulher adulta representa um papel de menina. Não tem relação nenhuma com pedofilia, ok?

Petplay
Petplay é um jogo de representação em que o submisso ou submissa exerce o papel de animal de estimação.
Mais uma vez, vale a visita a um sex shop ou loja de fantasias. Existem kits pets, com rabo, orelha e gravatinha. O mais comum é de gatinha, mas também podem ser encontrados de cachorrinha, de coelhinha e, procurando bem, até de porquinha.
Outro assessório essencial pode ser facilmente encontrado em pet-shops: coleiras – atualmente existem dos mais variados tipos e muitas vezes só a coleira já é o suficiente para o jogo.
Nessa fantasia haverá o dono ou dona e o animal de estimação. A brincadeira consiste em fazer com o outro aquilo que se faz com um animal: brincar, jogar bolinha, dar banho, alimentar, colocando comida na vasilha no chão.  Se o homem é o dono e a mulher a pet, ele pode, por exemplo, penetrá-la enquanto ela come de quatro diretamente na tigela.
Uma parte divertida do jogo é ensinar o sub ou a sub a se comportar como animal que está representando: andar dando pequenos pulinhos, se for um coelho, andar de quatro como cachorro, se esfregar na perna do dono, como gatos. A variedade de brincadeiras é grande.

Sissie
Sissie é um jogo de inversão de papéis. Nele, o homem exerce o papel de mulher a mulher assume um papel dominante e, muitas vezes, ativo.
Esse é um jogo para casais liberais, em que ambos não tenham preconceitos com relação à própria sexualidade.
Mais uma vez, vale a visita à sex shop ou loja de fantasia, mas agora para comprar roupas femininas para o homem. Uma boa dica é a de empregada doméstica. Ou de noiva.
Dependendo, o casal pode aproveitar a visita e comprar um strapon para a mulher (strapon é uma cinta com pênis que permite à mulher exercer o papel ativo na relação).
Nesse jogo, claro, a mulher é dominadora. Ela pode, por exemplo, ser a patroa da empregada desajeitada, que, como castigo, recebe uma penetração anal.
Se ambos não tiverem problemas com a inversão de papéis, pode ser um jogo bastante divertido.

Sequestro
Várias pesquisas mostram que uma das fantasias mais comuns entre as mulheres é a do estupro. Claro, nenhuma mulher quer de fato ser estuprada. Mas muitas querem poder fantasiar com isso dentro de uma situação controlada, com uma pessoa de confiança.
No BDSM isso é chamado de rape play – ou fantasia de sequestro. Nela, o dominador faz o papel de captor, que irá sequestrar a mulher e transformá-la em escrava sexual.
Um elemento essencial dessa fantasia pode ser encontrado em qualquer sex shop: algemas. Mas atenção: nada de usar algemas de verdade. O correto são algemas próprias, seguras, que podem ser facilmente abertas em caso de problemas. Outros elementos são vendas e mordaças ou gags.
Para aumentar a sensação de fantasia, o ideal é que a mulher esteja na rua, o homem a aborde num carro, a prenda com as algemas, cubra seus olhos com a venda e a leve ao local de “cativeiro”, que pode ser a própria residência do casal, ou mesmo um quarto de motel. Alguns tapas no bumbum podem ajudar a compor a fantasia, desde que acordado entre as partes.


Essas são algumas das fantasias que o casal poderá adotar. Mas, da mesma forma que essas fantasias são inspiradas no BDSM, vale destacar as três regras básicas que devem também ser adotadas: tudo deve ser são, segura e consensual. Seguindo essas regras, é só se divertir. 

Carnaval e BDSM


Crônicas do Mestre Sade
Pode não parecer, mas há muito em comum entre o carnaval e o BDSM.
A razão é que tanto o carnaval quanto uma sessão BDSM são eventos de representação. As pessoas representam papéis, muitas vezes opostos daqueles que exercem na vida “comum”.
No carnaval, um assalariado pode se fantasiar de rei. Um executivo pode sair de gari. Um machão de mulher.  
Um dos melhores exemplos dessa representação de papéis está na festa babilônica que provavelmente originou o carnaval,  as Saceias. Durante o período festivo, um prisioneiro assumia a figura do rei, sendo tratado, alimentado como tal e até mesmo gozando das esposas do soberano. Ao final da festa, era chicoteado e enforcado ou empalado.
Já nessa primeira representação carnavalesca podemos encontrar a subversão de papéis sociais, o jogo de representação que também caracteriza o BDSM. O prisioneiro representava um papel que não era o comum dele. Quando acabava a festa, ele voltava a ser um prisioneiro, a magia da representação se acabava e isso era muito bem caracterizado em seu caso com a execução.  
No BDSM é comum ver pessoas assumirem papéis muito diversos daqueles que representam socialmente. O pai de família respeitável pode se transformar numa sissie, umsubmisso feminizado. A executiva pode se tornar uma escrava doméstica. Uma sessão BDSM dá a seus participantes um passe livre semelhante ao do carnaval, em que papéis podem ser representados livremente.

Um momento de encontro das duas situações são as dominadoras que aproveitam o período carnavalescos para sair com seus escravos sissies vestidos de mulher. Em qualquer outro momento não seria socialmente aceitável um homem sair à rua vestido com roupas femininas, mas no período de exceção proporcionado pelo carnaval, isso não provoca escândalos. 

terça-feira, 25 de abril de 2017

Tipos de pets


Crônicas do Mestre Sade


Petplay é um jogo de representação em que a submissa faz papel de um animal de estimação e o dominador exerce o papel de dono. Existem vários tipos de pet e cada uma está associada a algumas característica. 
Os mais comuns são gatas e cachorras. Mas também existem pôneis, porcas, raposas, vacas e coelhas, cada uma com sua característica de personalidade e caracteriza visual, como rabos e travessas com orelhas. 
Diante dessa variedade, surge uma pergunta: quando o casal decide realizar o petplay, que tipo de animal a submissa assumirá? Essa é uma pergunta complexa, mas a melhor forma de respondê-la é tentando entender quais as características da submissa e em que papel ela se sentiria melhor. Ou seja: a submissa se sentiria mais à vontade sendo uma gata ou uma pônei? Uma vaca ou uma porca? Isso, claro, está relacionado também à sensação erótica: o que excita a sub? 
A observação também é importante. Embora uma submissa tímida possa acabar se tornando uma cachorrinha travessa, na maioria das vezes, já existe algo de determinado animal na sub, antes mesmo do início do petplay. 
Por exemplo: cachorros costumam ser leias e submissos, gatos costumam ser independentes e brincalhões (ou mesmo preguiçosos). Cavalos são animais elegantes e o treinamento da ponny envolve atividades refinadas, como trotar etc. Assim, uma submissa pode gostar da elegância de uma ponny. 
Submissas que se excitam com brincadeiras com comida podem sentir um prazer especial em serem transformadas em porquinhas com total liberdade para brincar com a comida e se sujar (bolo de chocolate é ideal, mas cuidado para não sujar toda a casa). 
Já vaquinha é um jogo que envolve essencialmente lactação. A manipulação do seio por parte do dominador é essencial nesse jogo, que pode ser especialmente indicado para submissas que sintam muito prazer nessa região do corpo. 
Em suma, o básico é observar todos esses fatores, definir que tipo de pet a submissa será e se divertir. Afinal, o petplay é um dos jogos mais lúdicos dentro do BDSM. (MestreSade)

segunda-feira, 24 de abril de 2017

O que é petplay

Crônicas do Mestre Sade

Pet é uma prática dentro do BDSM que consiste transformar a submissa, ou submisso em um animal de estimação. Assim, a pessoa pode ser transformada em gato (kit), cachorro (dog), raposa (fox), porquinha (pig) ou égua (pony).
Durante muitos anos a principal categoria dentro desse gênero BDSM foi a ponyplay, mas como poucas pessoas têm um estábulo à disposição e o equipamento é caro, de modo que essa prática era reservada a poucos.
Entretanto, de uns tempos para cá a variedade de pets aumentou, tornando a prática muito mais popular. Afinal, para um jogo de dogplay é necessária pouca coisa: coleira, tigela, rabo, brinquedos como bolas etc.
A prática ganhou impulso principalmente a partir de 2006, quando surgiu o filme The Pet, de D Stevens no qual uma moça com problemas financeiros recebe a proposta de ser a cachorrinha de um milionário, vivendo como tal durante determinado período. Lançado como uma suposta denúncia do tráfico de pessoas, o filme não conseguia esconder o lado de fetiche.
Outro fator que deu impulso à prática foi a criação do site Petgirl (http://www.petgirls.com).

 Hoje em dia objetos relacionados à prática, como rabos, são facilmente encontráveis em sex shops. Até mesmo os petshops passaram a vender coleiras diferenciadas, bonitas, que podem tranquilamente ser usadas nas sessões de petplay. A beleza desse jogo e seus assessórios tem feito com que o pet play ganhe cada vez mais adeptos no Brasil e no mundo. (MestreSade)