segunda-feira, 8 de julho de 2019

terça-feira, 18 de junho de 2019

Amizade dolorida



Crônicas do Mestre Sade

Amizade Dolorida é uma série cômica lançada este ano na Netflix sobre o universo BDSM. Na história, um rapaz gay Pete (Brendan Scannell) torna-se assistente de sua amiga de colegial, Tiff (Zoe Levin), que agora trabalha como dominatrix. Apesar do estranhamento inicial, ele vai, aos poucos, entrando no universo da amiga e conhecendo diversas práticas do meio, como bondage, tickling, Golden shower e outras.
Em paralelo a isso acompanhamos Pete tentando se tornar um humorista e Tiff fazendo uma pós-graduação em psicologia e esses universos vão se mesclando aos poucos.
O criador da série, Rightor Doyle conta que Amizade Dolorida tem algo de auto-biográfico, já que sua melhor amiga, quando ele estava se firmando no humorismo, era uma dominatrix.
Algo positivo sobre a série é a maneira leve e engraçada com que são mostrados os fetiches. Além disso, mostrar os dois personagens como pessoas reais, com os quais os expectadores poderiam se identificar ajuda a humanizar o BDSM e mostrar que seus praticantes são pessoas reais.
Um aspecto negativo da série é a curta duração dos episódios – 15 minutos em média, o que não permite maior aprofundamento de temas e tramas. Embora o formato funcione bem para o humor, muitas vezes as situações parecem ser interrompidas sem se resolverem adequadamente.
Outro aspecto negativo: ao que parece a série não teve consultoria de pessoas do meio. As cenas de bondage, por exemplo, são vergonhosas – para os protagonistas, amarrar alguém consiste apenas em passar a corda ao redor do corpo da pessoa, ou das mãos da maneira mais desajeitada possível. Esse aspecto, que fica gritante nas cenas de amarrações, impede que a série mostre mais devidamente o meio BDSM, inclusive o dia-a-dia dos praticantes.
Ainda assim, é uma série divertida, que vale a pena assistir. (MestreSade)

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Sexo anal e BDSM



Crônicas do Mestre Sade

O BDSM é uma prática sexual calcada em simbologias. Tudo tem um significado no BDSM, em especial  dentro do ritual da sessão. Nesse sentido, considero que o sexo anal é superior ao vaginal. Explico.
Na Roma antiga, não havia a noção que temos hoje de homossexualidade. Era comum homens transarem com homens e isso não fazia deles pessoas mal-vistas na sociedade. Na verdade, dependendo da situação, isso poderia ser até mesmo um símbolo de status. Exemplo disso eram os delicatus, meninos bonitos que eram usados como escravos sexuais por homens ricos – que eram exibidos para as visitas como demonstração de riqueza e requinte, já que eram caríssimos.
Ter uma relação com um escravo também não era mal-visto pela sociedade. Um homem não era considerado menos homem por conta desse tipo de comportamento.
Na Roma antiga, o sexo anal era, essencialmente, uma relação de poder. Pessoas poderosas e ricas penetravam, escravos eram penetrados.
Um verdadeiro escândalo em Roma ocorria caso se descobrisse que um nobre estava sendo passivo com um escravo.
O caso demonstra como o sexo anal tem, historicamente, uma simbologia de poder. Quem penetra é poderoso, é dominador. Quem é penetrado é submisso.
Essa relação nunca existiu na penetração vaginal, mesmo na Roma antiga. Uma mulher rica podia, por exemplo, ter relações sexuais com um escravo, ou, o que era mais comum, com um gladiador, sem que isso denegrisse sua imagem.
Esse contexto histórico, se for trazido para as relações BDSM, fazem com que o sexo anal seja muito mais adequado para uma submissa, já que aí, nesse caso, a prória relação sexual tem uma forte simbologia de subjeição, de submissão de um com relação ao outro.
Claro que isso não é uma simbologia universal. Nem toda relação anal é de submissão, mas o que defendo é que essa marca histórica pode ser sim usaca como simbologia dentro do contexto BDSM. (MestreSade)- Domadores de circo desconhecem princípios básicos do BDSM. Muitas vezes não conhecem nem mesmo as siglas básicas, como o SSC. Pergunte que livro ele leu sobre o assunto e ele provavelmente vai responder apenas 50 tons, o que provavelmente será mentira. Faça perguntas sobre técnicas, livros, origens dos termos como sadomasoquismo e irá desmascará-lo facilmente.
- Domadores de circo só falam de sexo. Afinal, tudo que eles querem é uma transa o mais breve possível. Também gostam de termos chulos e ofensivos e usam esses termos antes mesmo de terem intimidade com as subs.
- Domadores de circo irão pedir fotos suas nuas. Isso irá servir para ele se masturbar, caso não consigo sexo hoje. Se a foto tiver seu rosto e ele conseguir descobrir quem é você, poderá usá-la como chantagem em troca de sexo (sim, já me relataram casos assim).

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Coleiras



Crônicas do Mestre Sade

As coleiras são a vestimenta básica de uma submissa. Muitas vezes, é a única vestimenta ou ornamento que lhe é permitido usar durante as sessões. 
Quando se fala em petplay, a importância da coleira é ainda maior. A coleira é a representação da entrega da submissa, de sua condição de animal e também de sua fidelidade ao dono. No petplay a coleira representa o mesmo que a aliança representa para a esposa num casamento baunilha. 
Ao falar de coleira, é bom lembrar que existem de dois tipos básicos: as coleiras de sessão, que são usadas entre quatro paredes e as coleiras sociais, que devem ser usadas pela submissa em todos os momentos, inclusive no trabalho. 
As coleiras de sessão podem ser compradas facilmente em pet shops e hoje em dia existe uma variedade enorme de cores, tamanhos e materiais. O ideal é comprar coleiras que não sejam muito grossas e não sejam de couro, para não machucar a pet. Algumas coleiras inclusive trazem uma espécie de proteção interna, acolchoada, que ajuda a proteger o pescoço da pet. 
Para as coleiras sociais, o ideal é que lembrem, ao mesmo tempo, uma coleira e um adorno feminino – hoje estão na moda os colares no formato de coleira, de modo que é muito fácil encontrar coleiras sociais. Embora para a maioria das pessoas pareça apenas um enfeite de pescoço, para a submissa e seu dono esse objeto tem um profundo significado de submissão, entrega e propriedade.
(MestreSade)

quarta-feira, 12 de junho de 2019

O que é podolatria



Crônicas do Mestre Sade

A podolatria consiste na atração sexual por pés. O podólatra é alguém que sente prazer manipulando, beijando a adorando pés – muitas vezes a ponto de chegar ao orgasmo. É um dos fetiches mais comuns na atualidade, principalmente entre homens. Pesquisas mostram que dois terços dos homens se sentem atraídos por pés femininos e 30% são verdadeiramente obcecados por eles.
Ao longo da história existem vários exemplos de podolatria, de forma literal ou metafórica.
Um exemplo famoso é o conto de fadas de Cinderela. A moça pobre, maltrapilha se transforma completamente e dança com o príncipe. Mas ao chegar a meia noite, foge, assustada, pois sabe que voltará ao seu estado normal. Deixa para trás apenas um sapatinho de cristal. O príncipe, apaixonado, sai pelo reino experimentando o sapato em todas as donzelas que encontra até achar sua amada. Além da história ser toda centrada no pé de cinderela, a narrativa dá indícios de que o príncipe era um podólatra.
O escritor brasileiro José de Alencar é autor de um romance, A pata da gazela, que gira em torno dos pés de uma moça: um rapaz encontra uma botina delicada caída na rua e se dedica a encontrar a dona daqueles pés delicados.
Mais recentemente, no Brasil,  há dois casos famosos de podolatria.
O cartunista Henfil era um declarado fã do fetiche, assim como o poeta marginal Glauco Matoso. Henfil chegou a dedicar páginas inteiras de seu livro Henfil na China para elogiar os formosos pés das chinesas.  Mas enquanto Henfil preferia delicados pés femininos, Glauco gostava de pés masculinos, preferencialmente com chulé. Para realizar seu fetiche, Glauco espalhava por locais públicos panfletos em prometia massagem terapêutica em pés de homens. A tal massagem era apenas desculpa para lamber e se excitar com pés masculinos. Suas aventuras no reino da podolatria foram reunidas no livro Manual do Podólatra amador e depois transformadas em quadrinhos no álbum As aventuras de Glaucomix.
Outro podólatra famoso é o cineasta norte-americano Quentin Tarantino. O diretor levou diversas vezes o fetiche para as telas, em sequências inteiras focadas nos pés das atrizes. A mais famosa delas protagonizada por Uma Thurman em Kill Bill quando a personagem, após fica em coma, precisa aprender novamente a andar.
No BDSM a podolatria é especialmente popular por razões óbvias: há uma relação muito forte da mesma com a humilhação e a subserviência. Assim, submissos idolatram os pés de sua rainha. Essa idolatria pode consistir apenas em ficar aos pés da dona, ou beijá-los ou pode evoluir para situações mais complexas, consistindo em verdadeiros tratamentos. Nesse caso, o submisso massageia os pés da dona com óleos, faz suas unhas, passa esmalte.
Uma amiga rainha, adepta da prática, lembra que a podolatria é particularmente prazerosa para as dominadoras, por conta da sensibilidade do pé, com diversos pontos que relaxam e estimulam a libido: “Eu gosto da sensação da língua passando pela sola e entre os dedos. De mordidas leves na lateral e próximo ao calcanhar e  quando chupam os dedos...e conseguem enfiar todos na boca. As mordidas, é o que mais me excita. Gosto de dar uma tapas na cara com os pés às vezes, junto com palavras humilhando”.
Uma situação comum, que costuma trazer muito prazer para ambos é a dominadora masturbar o submisso com os pés: “Também gosto de ficar esfregando o pé pelo membro...sentir a excitação e usar os pés para ele gozar, uma gozada nas solas é muito gostoso...rs”.
Existem práticas derivadas da podolatria, como trampling e o crushing. No trampling, o submisso sente prazer ao ser pisado, muitas vezes por várias dominadoras. No crushing a dominadora esmaga alimentos para que o submisso coma, lambendo a sola de seu pé.  “Ah...quando tem um que quer um crushing nas bolinhas e pau... eu amo!”, diz minha amiga dominadora.
É importante lembrar, entretanto, que, embora essa prática no meio BDSM seja mais associada a submissos, nada impede que uma submissa ou mesmo um dominador possa ser podólatra. (MestreSade)

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Álcool e BDSM



Crônicas do Mestre Sade

Eu sou um severo crítico da união entre BDSM e álcool ou qualquer outro tipo de droga (sim, álcool é uma droga). Em minha opinião, fazer uma sessão em que qualquer uma das partes envolvidas esteja sob efeito de algum tipo de droga é um risco tolo e desnecessário.
Da parte do dominador, em uma sessão ele tem a vida de sua submissa em suas mãos. É o responsável por ela, por seu bem-estar e segurança. Como ele poderá garantir isso se não estiver plenamente consciente? Até mesmo uma simples amarração pode se tornar perigosa nas mãos de uma pessoa bêbada ou drogada. E uma pessoa neste estado pode facilmente sair do controle num spank, por exemplo, esquecendo-se das regras de segurança.
Além disso, com os sentidos entorpecidos, o dominador pode muitas vezes acabar ignorando os indícios de que algo está dando errado e ir além quando é o momento de parar. Em essência: um dominador deve, antes de controlar outrem, ter controle de si mesmo e isso é bem difícil em estado alterado de consciência.
Da parte da submissa, tanto o álcool quanto as drogas entorpecem os sentidos, muitas vezes mascarando a dor (vale lembrar que tanto o álcool quanto a cocaína eram usados como anestésicos em cirurgias antes de surgirem substâncias mais apropriadas). Sem uma percepção correta de seus sentidos, a submissa dificilmente irá usar a safe, mesmo quando ela é necessária. Num caso extremo, ela pode até mesmo quebrar um membro e talvez não sentir dor, ou não sentir o quanto aquilo é grave.
Se juntarmos um dominador bêbado e uma submissa alcoolizada, a receita para desastre é certa. 
Por isso não aconselho o uso de nenhum tipo de droga durante as sessões. (MestreSade)

sábado, 8 de junho de 2019

O que é subspace?



Crônicas do Mestre Sade

Subspace é um palavra usada para descrever o estado alterado de consciência durante uma sessão BDSM.
Esse estado alterado é provocado tanto por questões químicas (a dor faz com que o sangue seja irrigado por substâncias como endorfina) quanto psicológicas.
Eu já observei que práticas BDSM provocam estados de tranquilidade muito parecidas com as da meditação, em especial o bondage. E pesquisas mostram que esse estado alterado, próximo da meditação, pode ser conseguido com um spank mais severo. Também já percebi esse estado no petplay – as subs me relatam que durante algum tempo (que pode ir de alguns minutos a horas) se sentiam de fato como o animal que representam. 
As submissas relatam um estado de paz, tranquilidade, bem-estar.
Mas, se o subspace pode ser algo positivo, pode se tornar um perigo. Em nível extremo, esse estado alterado pode levar a um total entorpecimento: ou seja, a sub fica alheia e não sente mais dor.
Nesse caso, o dominador deve estar muito atento se continuar as práticas. A submissa não estará em condições de dizer a safe simplesmente porque não sente dor – e pode estar sendo machucada e não perceber. Aí é importante observar os sinais com muita atenção ou simplesmente dar um tempo em práticas mais agressivas ou que possam envolver qualquer risco. 
É possível que a submissa queira continuar a prática exatamente para continuar naquele estado, e aí todo cuidado é pouco se a prática envolver algum risco. Colocar a sub no colo pode ser uma ótima opção. Se a prática que levou a isso foi o pet, por exemplo, o colo pode ajudar a manter a sensação, ao mesmo tempo que deixa a sub segura.  (MestreSade)

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Cuidados na sessão



Crônicas do Mestre Sade

Um dominador de verdade se preocupa com a saúde de sua submissa e provê todos os cuidados para que tudo dê certo na sessão.
Abaixo relaciono algumas dicas sobre esses cuidados:
Doenças – sempre verifique se a submissa tem alguma doença crônica ou alergia, se precisa tomar remédios com frequência etc. Vamos imaginar, por exemplo, que ela é alérgica a gengibre: o dominador jamais poderá fazer figging com ela. Saber exatamente como está a saúde da submissa é a melhor forma de cuidar dela.
Bebidas – é sempre importante manter a submissa hidratada. Uma boa dica para pets é deixar sempre uma vasilha com água num canto, à qual ela pode beber a qualquer momento. Algo que funciona muito bem é o dominador colocar água na mão em concha e mandar a sub beber, lambendo. É divertido e aumenta ainda mais a ligação entre os dois, além de condicionar a submissa a lamber e beijar a mão do dono. Não consuma, nem deixe a sub consumir nenhum tipo de bebia alcóolica.
Comidas – em alguns casos, as sessões podem durar horas e os dois precisam comer alguma coisa. Nesses casos, o ideal é evitar comidas pesadas, especialmente para a submissa. Uma opção interessante, que uso com minhas submissas, é granola. Colocada na vasilha, ela simula a ração animal. Perfeito para petplay! Além disso, é um alimento forte, mas não pesado. Chocolate pode ser uma forma de recompensa (especialmente se a sub for chocólatra).
Preservativo – Isso deveria ser o básico para qualquer relacionamento, mas não custa lembrar: sexo seguro sempre. Nunca transar sem camisinha.
Atenção – observar a submissa é fundamental para que tudo dê certo. Na primeira vez que faço algo, de vez em quando paro a atividade e pergunto à submissa como ela está. Com o tempo, o dominador aprende exatamente o “ponto” da submissa. (MestreSade)

domingo, 2 de junho de 2019

O que é dungeon?


Crônicas do Mestre Sade

Dungeon é o termo inglês para masmorra. No BDSM é usado para nomear o local onde acontecem as práticas (embora muitas práticas possa acontecer em local baunilha, inclusive na rua, a exemplo do orgasmo mental).
A grande vantagem de um Dungeon é que é um local preparado para as práticas BDSM, com vários instrumentos de imobilização, como o pelourinho, a cruz de santo André, argolas para suspensão  etc.
Além disso, em um dungeon há prateleiras e armários para guardar chicotes, separadores, cordas, correntes, plugs, prendedores.
Um dungeon pode ter, ainda, qualquer outra coisa que torne mais interessantes as sessões. Um exemplo disso são as camas com jaulas na parte de baixo – o top dorme na cama e aprisiona seu bottom na parte de baixo.  
No romance 50 tons de cinza o dungeon do Senhor Grey é chamado de quarto vermelho da dor e é equipado com uma enorme variedade de instrumentos e equipamentos.
Na vida real, poucas pessoas têm condições de ter um dungeon, pois demanda um cômodo próprio, longe da vista de estranhos e muitos recursos. Assim, o mais comum é que vários praticantes  se reúnam para montar um. Conheci um em Curitiba compartilhado por cinco tops com uma ótima estrutura, inclusive a cama com jaula embaixo, jaula, argola para suspensão e outros.
Funcionava como uma sociedade na qual cada um pagava uma taxa mensal que dava direito ao uso. Além disso, eram realizadas festas BDSM no local.
Na Europa esses dungeons coletivos parecem ser muito comuns. Praticantes que já foram para países europeus já me relataram estruturas realmente surpreendentes. Um dos exemplos foi montado em um sítio e era usado para petplay.
Além dos instrumentos para ponyplay, com charrete adaptada, arreios etc, havia uma cave com várias jaulas. Quando não estava sendo usados pelos donos, os pets ficavam nas jaulas (segundo relatos, havia mais de dez delas), se comportando, comendo e até tomando banho como animais. Esse tipo de estrutura permitia uma perfeita imersão em uma prática que necessita disso, mantendo o pet no papel durante horas e até dias.
Mas, tirando os afortunados que têm dungeons próprios e o que se associam para montarem um coletivo, a maioria dos praticantes usa um dungeon portátil: uma singela bolsa ou mala, onde são guardados os instrumentos da prática BDSM. (MestreSade)

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Gagball



Crônicas do Mestre Sade

Gagball, ou mordaça, como é mais conhecida no Brasil, é um instrumento de restrição muito usado no BDSM. Na verdade, a gag difere-se da mordaça por ter, obrigatoriamente, uma bola, que é introduzida na boca da submissa, impedindo-a de falar.
É um muito útil quando o local exige silêncio e a atividade levará a submissa a gritar. É o caso, por exemplo, de uma sessão de spank num hotel. Algumas submissas também são muito escandalosas ao gozar e, como o orgasmo BDSM  geralmente é muito intensa, o uso da gag se torna necesário para evitar que ela grite enquanto goza.
Mas há um outro fator, menos pragmático e mais simbólico, que faz da gag algo especial: a submissa tende a babar depois de algum tempo. A visão é linda por uma razão específica: mostra que a submissa está totalmente sob controle de seu dono. Ela já não controla seu corpo, seus pensamento ou mesmo seus fluídos. A saliva escorrendo de sua boca é afirmação simbólica do domínio de seu senhor sobre ela.
Um detalhe de segurança: como a gag dificulta respirar pela boca, é sempre importante verificar como está a respiração da submissa enquanto ela usa a gag. (MestreSade)